Nicholas conversou com o Chicago Sun Times durante o período de divulgação do filme Equals. Confira:

Em ‘Equals‘, Nicholas Hoult e Kristen Stewart interpretam dois indivíduos vivendo em uma sociedade do futuro onde todas as emoções foram sistematicamente removidas das vidas das pessoas. Não há guerra, raiva ou crime, mas as emoções boas também foram eliminadas.

O diretor Drake Doremus (‘Like Crazy’, ‘Breathe In’) e seu time de produção criaram um ambiente muito duro e antisséptico, o qual eles deram vida no Japão.

Essa existência calma e extremamente entediante é um desafio para Silas, personagem de Hoult, e a Nia de Stewart que percebem que eles foram afetados por uma doença que acorda suas emoções totalmente ilegais e ocultas.

‘Equals’, é claro, então se torna um romance de ficção científica, com os dois lutando para esconder seus sentimentos em um mundo que não os valoriza.

Como o papel principal de um ator na sua vida é exalar uma variação de emoções, Hoult entendeu a ironia de interpretar um personagem – especialmente nas primeiras cenas – onde tudo isso está reprimido.

“Na verdade, sempre que eu leio um roteiro, eu gosto de achar esses personagens que mudam e evoluem com o decorrer da história. Claro, nesse caso, essa evolução foi mais evidente do que qualquer papel que eu tenha interpretado anteriormente.”

Doremus é conhecido por sua habilidade de improvisar livremente com seus atores, um fato que Hoult amou. “De fato, eu acredito que esse seja o primeiro filme do Drake que teve um roteiro,” disse Hoult. “Mas o tempo mais importante que passamos improvisando foi antes de começar a fotografia principal. Kristen e eu passamos muito tempo fazendo isso nos ensaios, mas não foi como se estivéssemos lendo nossas falas. Foi sobre conhecer um ao outro e se sentir confortável com a presença do outro. No final, foi muito útil quando as câmeras estavam rolando, porque nós podíamos antecipar os movimentos e pensamentos um do outro.”

O ator admitiu que após passar vários meses no ambiente todo branco de Equals, ele quase quis “correr e comprar um monte de camisas loucas e jeans e coisas assim, mas eu não fiz isso.” No set, as roupas eram todas brancas, os sapatos eram brancos, todas as paredes de cada prédio também eram pintadas de branco.

“Mas esse visual do set e as roupas foi perfeito,” disse Hoult. “Realmente nos coloca no humor do filme. Nós precisávamos desse minimalismo para ajudar a expressar a falta de emoções que estava existindo nesse futuro louco. Como atores, foi uma grande ajuda.”

Em ‘Equals’, foi a primeira vez que Hoult trabalhou no Japão. “Eu fui uma vez quando tinha 12 anos, mas não tinha voltado desde então. Eu acho que para muitos de nós, uma grande parte de fazer esse filme foi que nós estávamos todos juntos. Estávamos longe de casa, experienciando essa terra nova e inexplorada pela maioria de nós. Nós passamos muito tempo juntos quando não estávamos trabalho, e então voltávamos juntos para o trabalho. Nos aproximou como pessoas.”

Novamente voltando para o tema básico de ‘Equals’, Hoult disse que ele ficou intrigado com o conceito que alguns colocaram adiante – a tentativa de negar as emoções negativas no mundo. “Claro, seria legal se houvesse um mundo sem guerra, ou pessoas matando uma as outras ou roubando. Mas isso é uma filosofia tão estranha. Quando você desliga suas emoções ruins, você provavelmente vai perder as boas, também. Não, a vida é simplesmente carregada com esses altos e baixos. Você tem que aceitar o mal para apreciar as coisas boas que vem em seu caminho. Todos esses sentimentos e emoções de alguma forma originam-se do mesmo lugar.”

Fonte

Em entrevista para o LA Times, o trio conversou sobre Equals, suas emoções e se gostariam de viver em uma sociedade sem emoções. Confira:

Por um longo tempo, parecia que Kristen Stewart estava sempre se escondendo. De baixo de capuzes e bonés. Dos flashes. Mesmo sua voz, porque o silêncio não iria trai-la.

Naquela época, quando ela era conhecida por ser a estrela de ‘Crepúsculo’, a ideia de viver em um mundo sem emoções poderia soar atraente para ela. Essa é a ideia de seu novo filme, Equals, que conta a história de uma sociedade onde humanos foram privados dos sentimentos, pois esses podem causar muita angústia física e mental.

“As pessoas pensavam que eu não tinha expressões,” disse ela. “Mas eu compartilho até demais. Recentemente, eu estava vomitando antes de um desfile da Chanel em Pequim; Eu comi arroz frito ou algo que não estava bom. E quando eu entrei, eu comecei a contar para todo mundo que eu não estava me sentindo bem. Era a coisa mais nojenta, mas eu prefiro que pensem que eu sou nojenta do que pensarem ‘O que tem de errado com ela? Ela está agindo estranho essa noite.’”

Ela apenas joga sua mochila e se senta do lado de Nicholas Hoult, seu co-star em ‘Equals’, que chegou aos cinemas na sexta-feira. Drake Doremus, o diretor, sentou-se de frente para eles.

Stewart tirou o boné e seu bagunçou seu cabelo, que é loiro platinado com raízes pretas. Sua roupa era uma mistura: meias de malha com tênis, um relógio da Chanel, e delineador preto borrado. Hoult, no entanto, que havia chegado na noite anterior da Inglaterra, parecia sonolento, como se tivesse colocado qualquer coisa que estivesse no topo de sua mala.

Em ‘Equals’, os interpretam um casal. Apesar de seus personagens supostamente não sentirem nada, os dois são afetados pelo S.O.S – Switched-On Syndrome – o que significa que eles são capazes de sentir medo, tristeza e desejo sexual. Quando começam a se apaixonar, eles precisam manter seu relacionamento em segredo ou arriscar serem tratados, ficando sem emoções novamente.

O filme é um tipo de partida para Doremus, um indie naturalista que tende para os dramas de relacionamentos bagunçados. Embora em ‘Equals’ você pode vê-lo trabalhando novamente com dois jovens atores – seu filme mais famoso, ‘Like Crazy’ de 2011, foi uma plataforma de lançamento para Felicity Jones e ao falecido Anton Yelchin – é também a primeira vez que ele explora ficção cientifica. O filme foi filmado no Japão e Singapura, e tem uma estética incolor, estéril. E Doremus preso frouxamente no roteiro (escrito por Nathan Parker), embora no passado ele seja usado apenas como um esboço.

Apesar das mudanças, Doremus se manteve familiar em seu processo de ensaio, pedindo para Hoult e Stewart passarem uma semana fazendo exercícios juntos antes das filmagens começarem. Alguns eram fáceis: Em um deles, os atores deveriam encarar um ao outro por uma hora, dizendo apenas ‘olá’. O objetivo, segundo o diretor, era fazer os atores pensarem sobre como seria ser folhas em branco.

“Era sobre descobrir as coisas, o que é o oposto de como você normalmente se aproxima nos filmes – tentando adicionar camadas de complexidade,” disse Doremus. “Não tem uma história de fundo aqui, então essencialmente, nós tivemos que renascer e começar de novo.”

“Essa foi a primeira vez que um diretor se virou e disse, ‘Não faça nada. Faça menos.’” disse Hoult, que estrelou ‘About a Boy’ quando tinha 12 anos e tem aparecido em ‘X-Men’ e ‘Mad Max: Fury Road.’

“A parte mais difícil foi encontrar uma base de pode onde deveríamos começar,” Stewart entrou na conversa. “Eu estava tão perto disso, especialmente naquela época, eu estava tipo ‘Vai machucar tanto fazer esse filme agora.’ Eu estava apavorada. Como poderíamos olhar para as câmeras com olhos de bebês?”

Foi uma hipotética que o trio explorou durante o período de ensaio no Japão. A premissa levou a discussão sobre o namoro online (isso está nos separando um do outro?) e prescrição excessiva de medicamentos (estamos todos muito entorpecidos?)

“Eu tomava Metilfenidato e Dextroanfetamina quando criança, e eu ainda estou bravo com a minha mãe sobre isso,” lembrou Doremus.

“Você já tomou Adderall depois que cresceu?”Stewart perguntou. Doremus negou com a cabeça.

“Sinto muito,”Stewart continuo, “mas eu tomei um Adderall uma vez e eu estava tipo ‘Crianças tomam isso?’ É rápido, para ser honesta com você. Eu estava em uma road trip e me sentia para baixo.”

Hoult parece surpreso por sua admissão e imita o movimento de pegar o gravador e lança-lo na parede.

“Não, está tudo bem,”Stewart diz. “As pessoas podem saber disso. Eu fiz – Bom, não importa.”

Hoult, que também tem 26 anos, é muito mais calado e cuidadoso com as palavras do que Stewart. Os dois estiveram em relacionamentos de alto perfil – Hoult com Jennifer Lawrence e Stewart com Robert Pattinson – mas o ator parece ser mais reservado sobre sua vida fora das telas.

“Eu sou muito protetor com a minha vida pessoal.” ele disse.

“Eu não falaria sobre com quem eu [fiz sexo] ou como eu [fiz sexo com eles] ao menos que eu seja sua amiga. É estranho,” concorda Stewart, que também estrela no filme de Woody Allen, Café Society, nesse verão. “Mas então, ao mesmo tempo, eu descobri uma forma de viver minha vida e não sentir que estou escondendo algo. E eu acho que isso é muito aparente para quem se importa – nem todo mundo se importa. Mas aqueles que estão me seguindo por muito tempo, é aparente que eu estou mais relaxada do que eu costumava ser.”

Ela deve estar se referindo as fotos dela de mão dadas e beijando outra mulher, como a cantora francesa Soko. Para alguém que protegia ferozmente sua vida pessoa, essa é uma grande mudança de atitude.

Embora Hoult não esteja disposto a compartilhar seus sentimentos com o público, ele gosta de ter uma vida com emoções. Como Stewart disse, ele acha que viver em uma sociedade parecida com a de ‘Equals’, uma ideia aterrorizante.

“Eu gosto de me sentir mal às vezes e então colocar uma musica e chafurdar em auto piedade o dia todo,” ele disse. “Porque você precisa ter momentos bons e ruins, não é mesmo?”

“Você acabou de dizer ‘Não é mesmo?’” perguntou Stewart. “Você soou muito inglês agora. Você esteve em casa por um tempo?”

“Sim,”Hoult concorda rindo.

“Eu concordo com o Nick, no entanto,” ela disse, terminando o pensamento. “Eu não posso mentir e dizer que em momento obscuros eu não tenha ficado ‘Não! Eu não quero sentir isso!’ Mas eu sei que isso não é verdade. Eu me sinto abençoada de poder colocar ações no que eu sinto, e isso me guia para lugares ótimos. Como ele disse, você não pode ter os altos sem os baixos.”

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Nicholas e Kristen Stewart conversaram com o site Vulture sobre Equals, aprender falas e suas carreias. Confira a entrevista abaixo:

Em Equals, novo filme de Drake Doremus, Kristen Stewart e Nicholas Hoult interpretam personagens profundamente reprimidos vivendo em uma sociedade futurista onde todas as emoções foram banidas – um problema, desde que os dois começam a se apaixonar um pelo outro e precisam manter seu amor em segredo.

A escalação funciona como um pontapé, já que esses atores não tem problema algum em expressar-se fora das telas: Stewart, em particular, é tão sincera e gosta de usar suas emoções em sua manga que o ato de coloca-la em uma sociedade sem emoções contem um suspense inerente. Não faz muito tempo, Vulture se encontrou com os dois para uma conversa sobre o filme e sobre seu modo de agir com a fama.

Nick, eu ouvi dizer que quando você assistiu Equals pela primeira vez, você se sentiu como um voyeur enquanto observava você se apaixonando pela Kristen. Drake foi capaz de persuadi-lo a fazer coisas que talvez você não estivesse ciente?

Hoult: Na época, eu provavelmente perceberia o que estava fazendo. Mas não no roteiro, não é algo que você planejava fazer, é algo muito…

Stewart: Passageiro.

Hoult: E então você não pensa mais sobre isso, você não se joga sobre isso. Não até um ano depois, quando você está na cabine de ADR e você se assiste fazendo algo e pensa: “Wow, isso parece ser a vida real. Eu não deveria estar assistindo isso.”

Isso parece ser uma vitória, quando você consegue se surpreender dessa maneira?

Stewart: É estranho, porque nós interpretamos pessoas que são simplificados e despojados, nós somos nós mesmos nesse filme. Sem qualquer desenvolvimento social ou idiossincrasias, a versão mais real de estar vivo é o que estamos tentando fazer – então, ao assistir isso, eu não me sinto como se estivesse assistindo outras pessoas. A razão de ser surpreendente são as pequenas quantidades de creme que cobrem as coisas que passaram despercebidas por nós no momento. Normalmente nós levamos crédito por isso, mas nesse caso, nós ficamos: “Whoa Drake, obrigada por nos colocar nesse caminho.”

Vocês são bons em assistir suas performances em filmes?

Hoult: Eu particularmente não sou um fã.

Stewart: Sim, ele não gosta.

Hoult: Eu sempre penso que poderia ter feito melhor ou diferente. Aprendizagem é 20/20, certo?

Você é melhor nisso, Kristen?

Stewart: Tecnicamente, eu sou melhor isso porque eu faço mais. Isso completa um processo para mim. Eu venho tendo essa vontade de fazer filmes desde sempre e eu quero dirigir e escrever e continuar atuando para sempre, então isso me faz melhor em assistir o desempenho. É esclarecedor, e não de uma forma técnica – não é tipo: “Oh, eu vi meu rosto fazer isso e eu sei como chorar na tala.” É mais como, se você consegue correlacionar a experiência de fazer um filme ao produto final, isso afeta o modo como você ira continuar desse ponto. Eu quero me perder em um papel, eu quero estar completamente atraída por razões naturais e não considerar uma audiência, mas ao mesmo tempo, eu realmente me importo se o filme é bom. Eu gosto tanto do processo de fazer um filme que não terminá-lo não faria sentido.

Então, até que ponto você se sente cúmplice no final de Equals? Drake deixou você participar do processo de pós-produção?

Stewart: Absolutamente não. [Risos.] Eu sei que ele tem um editor que ele ama, mas ele realmente é do tipo que edita sozinho em sua casa em Los Feliz. O tempo inteiro, eu ficava: “Ele está apenas alguns quarteirões de mim agora,”, mas eu não falei com ele por uns meses depois que fizemos o filme. Haverá momentos onde eu estarei ligando para os diretores tipo, “Hey, qual é a boa? Posso ir dar uma olhada nas coisas? Você pode me dizer com o que você está animado, o que funcionou e o que não funcionou e qualquer coisa que você aprendeu nesses meses que passamos juntos? Qual é o problema?” Mas eu nunca liguei para o Drake. Eu estava exausta depois que gravamos, e não era algo que eu queria controlar. Mas assistindo, eu vi o que levou cada pessoa – eu, Drake, John o diretor de fotografia, Nic – a fazê-lo. É uma sopa. O filme é a porra de uma tigela de sopa. Drake não controla tudo, mas ele infunde a sua vibe de uma forma tão natural, eu sou uma grande fã. Então eu não iria querer afetar isso. Eu não iria ligar e dizer, “Hey, não se esqueça disso, no caso de você não ter visto.”

Você já fez isso com outros diretores?

Stewart: Sim, com pessoas que eu sinto que não me viram. Mas eu me senti visível perto do Drake e Nick. Eu nunca ficava “Você sabe o que eu quero dizer?” Sim, é claro que eles sabem. Foi feito. Não dito.

O quanto Equals foi improvisado na hora?

Hoult: Você tinha um roteiro, mas então Drake falava, “Nah, não diga isso.” Eu percebi que eu sou muito acostumado a saber as falas e me desligar um pouco.

Stewart: Eu nunca sabia a porra das minhas falas. Mesmo no filme do Woody Allen, eu não sei minhas falas.

Hoult: Sério?

Stewart: Mm hmm.

Hoult: Como isso funciona? O que acontece?

Stewart: Eu aprendo rápido se for necessário, mas tipicamente, eu acho que é melhor encontrar ou dizer algo um pouco diferente. Se você colocar de modo certo, vai funcionar, e é mais fácil se você está interpretando alguém parecido com você. No filme do Woody Allen, era mais difícil porque eu estava interpretando uma garota que era o oposto de mim, mais adorável, mas uma vez que eu a encontrei, nós podíamos improvisar dentro da retórica de seus filmes, que é louco porque ele é muito particular. O que eu estou dizendo é, aprender as falar fica no meu caminho, mas se você não souber você tropeça. É um equilíbrio. Para ser honesta, às vezes eu me fodo com isso. Eu fico tipo: “Oh merda, eu não sei as minhas falas!” [Risos.]

Hoult: Você já esteve em um filme onde o diretor disse: “Não, fale palavra por palavra?”

Stewart: Uma vez. Com Kelly Reichardt.

Para seu filme Certain Women?

Stewart: Sim.

Hoult: Era tipo com Aaron Sorkin, onde você tinha que falar tudo, ate as marcas de pronunciação?

Stewart: Ela nunca disse isso no começo, então eu não estava preparada para isso quando cheguei ao set. Eu literalmente dizia “o” em vez de dizer “é”, apenas a melhor mudança para parecer como algo que eu iria dizer, ela ficava: “Oh, um, isso foi ótimo, mas na verdade, as palavras são assim.” “Oh, okay. Porra. Eu não tinha percebido. Bom saber.” Ela gosta das palavras. Ela as escreve de certo modo, e ela gosta delas. Eu não acho que ela percebe o quanto gosta das palavras. Se eu disse isso para ela, ela vai ficar “Não, eu não!”. Mas ela gosta.

Hoult: Você achou isso restritivo?

Stewart: Sim, sim. Mas ao mesmo tempo, eu acho que isso me tirou de perto da “Kristen”, e isso foi bom. Ela não me contratou para isso. As vezes eu sou contratada para isso, é o que serve a melhor parte, ser totalmente natural. Mas essa garota [em Certain Women] foi diferente. Eu tenho esse ligeiro sotaque…

Hoult: E o ritmo da fala pode mudar tudo.

Stewart: Exatamente. É o ritmo, sim.

O mundo de Equals, onde você deve sufocar si mesmo e “passar” por uma sociedade, pode ser uma metáfora para muitas coisas. Qual é sua opinião sobre isso?

Stewart: Se você está escondendo algo essencial para si mesmo ou algo menor, como um estado de espírito que você acha inaceitável, é um sentimento terrível de não ser visto. É o pior, na verdade. Pense o qual horrível é quando você está tentando se mostrar para alguma pessoa e eles não enxergam? É horrível, mas o pior é não nem tentar ser visto, nem mesmo dar a alguém a oportunidade de te conhecer. É um sentimento de isolamento, e obviamente, há graus disso por toda a nossa vida, mas não há nada pior do que esconder as partes mais importantes e essenciais de si mesmo. Isso quer dizer que você está negando o que é ser você, e esse é o pior sentimento, confie em mim. Eu fiz muito disso. Eu tenho um trabalho que não permite estados de espírito – não na parte de atuação, mas na parte de promover isso.

Por que se você não está feliz o tempo todo, seu humor será analisado e dissecado?

Stewart: Sim.

Hoult: Ou mal interpretado.

Depois de viver por anos aos olhos do público, você precisa fazer um esforço para permanecerem presentes e reais em entrevistas, em vez de colocar sua armadura?

Kristen: Sim, é estranho. Não é um esforço, eu não tenho muita consideração sobre como isso vai soar para o mundo, pois eu não tenho controle sobre coisas assim. Toda conversa que eu tenho é completamente pessoal, e se uma pergunta é feita por alguém que se importa, eu vou chegar a esse ponto com você, entende o que eu quero dizer? Mas se tiver alguém sentado na minha frente que está me cutucando sobre detalhes que irá fazer seu site muito famoso aquela noite, eu apenas me calo. E eles vão criticar isso e ficar tipo, “Oh, você é tão reservada. Deve ser triste viver assim.” E eu fico tipo, “Não, isso é apenas com você, na verdade. Eu tenho boas conversas com seus companheiros. Você que é ruim em seu trabalho.”

Como vocês se sentem quando um filme acaba? Vocês são convidados a ter essa experiência intensa e emocional com alguém, e então, vocês não se veem novamente.

Hoult: Eu fiquei melhor nisso. Eu me lembro de que quando era criança, eu fiz um trabalho e minha mãe disse que por dois dias seguidos, eu subia para o quarto e chorava.

Stewart: Você estava triste.

Hoult: Por dois dias! Eu apenas chorava. É um sentimento horrível quando um filme acaba. Bom, depende do trabalho. Em alguns trabalhos, é um alívio quando acaba, mas em um trabalho assim, você não está pronto para o fim. Essas coisas só acontecem uma vez. Quanto mais velho eu fico, mais sentimental eu fico sobre isso. Quando eu era criança, eu era muito emocional e então eu passei por uma fase onde eu não ligava mais para isso e pensava, “É um trabalho, nós passamos por isso blá blá blá,” mas quanto mais velho eu fico, eu olho para um trabalho pensando: “Wow, é isso ai. Isso nunca vai acontecer novamente. Droga.”

Vocês já se sentiram estereotipado?

Hoult: Eu quero fazer coisas diferentes. Eu não quero que ninguém diga, “Oh ele apenas faz esse tipo de filme.” Eu acho que tenho sorte de ter conseguido ficar livre disso até agora.

Eu espero que depois do seu personagem em Mad Max, você tenha explodido essa noção de ser estereotipado.

Hoult: Esse é o tipo de objetivo. Fazer coisas diferentes, com pessoas boas e aprender. Você sempre fica melhor na atuação com a idade. É aquele tipo de trabalho onde quanto mais você cresce como pessoa, mas personagens interessantes você consegue.

Stewart: Ou não.

Alguns atores começam a se fechar em suas carreias. Você pode ver isso.

Stewart: Sim.

Hoult: Isso é verdade.

Stewart: O que você acabou de dizer é meio, uh, errado. [Ambos riem.]

Hoult: Eu acho que a armadilha que as pessoas caem é de acreditar que são bons atores pois disseram muito isso a eles.

Stewart: E então eles param de atuar.

Hoult: E você pode ver isso.

Stewart: “Essa pessoa é obcecada por si mesmo.”

Hoult: É isso que você não quer. Cada trabalho deve ser um desafio. E então você precisa fazer o seu melhor, eu acho.

Fonte 

 

 

Durante a press de Equals, Nicholas, Kristen e Drake responderam algumas questões relacionadas ao filme, o que eles achariam de viver em um mundo sem emoções, como foi filmar na Ásia e sobre as cenas mais íntimas. Confira:

Você só precisa olhar para as notícias recentes para ver que as emoções estão com tudo agora na América. Isso faz com que o drama sci-fi Equals seja uma parábola futurista particularmente oportuna. Situado em uma sociedade onde as emoções humanas foram forçadamente eliminadas da nossa composição genética, o filme segue dois cidadãos desta distopia brilhante — Silas (Nicholas Hoult) e Nia (Kristen Stewart) — que sucumbem a essa doença debilitante conhecido como “se apaixonar”. É um romance profundo na tradição de Romeu e Julieta e Loucamente Apaixonados, o filme de 2011 do diretor de Equals, Drake Doremus.

Esse filme vencedor do Sundance, foi estrelado pelo falecido Anton Yelchin e Felicity Jones como um casal que se apegam a um romance de verão por muito mais tempo do que é saudável para qualquer um deles. Da mesma forma, Silas e Nia não sabem como parar um ao outro, mesmo que seus sentimentos os tornem párias em sua sociedade. “Isso é o que me interessa”, Doremus diz ao Yahoo Movies. “A ideia de que você só sabe que alguém é sua alma gêmea quando não pode se livrar dela, mesmo quando você tenta.” Em conversas separadas, falamos com Doremus e as estrelas Stewart e Hoult sobre a experiência de criação de um futuro governado pela lógica, ao invés de emoções.

Sobre os prós e os contras de viver em um mundo sem emoções:
Drake Doremus: Eu sou uma pessoa tão emocional que não posso me imaginar estando neste mundo. Mas eu acho que é fascinante remover essa coisa que nos faz mais humano, que é a capacidade de amar. E então é realmente fascinante pensar, nós deveríamos encontrar um caminho de volta para isso? É mais produtivo para a sociedade se concentrar na exploração e curiosidade, sem as coisas que nos impedem? E a resposta é não, não mesmo. A vida é confusa, e as relações são desorganizadas. Não é perfeito, e devemos aceitar que isso é realmente importante.
Kristen Stewart: É uma pergunta hipotética que é boa para a conversa e para este filme, mas eu realmente não acho que você poderia ter este tipo de mundo. Nós seríamos apenas massas de carne de pessoas indiferentes, que nunca saiu da cama; não teríamos nenhuma resposta humana sobre qualquer coisa. Não haveria nenhuma curiosidade intelectual ou desejo de progresso. Eu nem saberia como viver sem isso.
Nicholas Hoult: Seria uma sociedade mais fácil para se viver, e haveria muito mais paz sem as coisas terríveis que as pessoas sentem tão profundamente. Mas você não pode ter o bom sem o mau.

As influências específicas de sci-fi no filme:
Doremus: Grande revelação: Eu nunca vi THX-1138, e eu nunca li 1984. Mas tenho eu vi e amo, Fahrenheit 451 de François Truffaut. Esse filme foi feito nos anos 60, mas parece que poderia ter sido feito hoje, porque não há nada que amarra àquela época. Blade Runner é também uma influência do ponto de vista de sua música etérea e visual. É uma espécie de um poema de tom. Com Equals, eu sempre digo a público antes do filme para desligarem suas mentes e ligarem seus corações. Não é um filme de pensamento, é um filme de sentimento.

Sobre as cenas íntimas do filme, incluindo um encontro sensual em um chuveiro:
Hoult: Drake dá um espaço e um ambiente onde você se sente seguro para explorar e fazer a sua coisa. Mas dentro disso, ele é muito encorajador e se importa muito. Era estranho ir de zero a cem, em certo sentido, saltando entre as cenas em que você não pode sentir nada e cenas em que você está experimentando coisas pela primeira vez.
Stewart: Essas pessoas sabem como andar e falar, e eles têm empregos. Assim, eles não são crianças. No entanto, eles estão emocionalmente e sexualmente [atrofiados]. Se você simplesmente coloca duas pessoas que nasceram como adultos um em frente do outro, o que eles iriam fazer — especialmente se eles fossem atraídos um pelo outro? Eles não sabem como beijar ou procriar classicamente, mas eles ainda são humanos. É uma hipotética estranha, mas eu posso imaginar.
Doremus: Kristen e Nic atiraram-se completamente no filme. Foi incrível estar envolvido nessa energia. Eles são tão diferentes; Nic é meio tímido, e Kristen é muito apaixonada e intensa. Eles trouxeram coisas um no outro que eu não acho que outras pessoas teriam feito. Você não quer dirigi-los demais. No set, eu não falava muito, para ser honesto. Eu apenas tentei deixar a câmera rolar e os deixei explorar a dinâmica que existe e sai do caminho mais do que tudo.

Sobre filmar na Ásia:
Doremus: Filmamos no Japão, em Tóquio, Kōbe e Osaka, e também em Singapura – todos esses lugares incrivelmente bonitos. A maioria dos locais foram museus, universidades ou institutos. Eu queria que tudo fosse prático; Eu não queria um filme de tela verde. Isso precisava parecer como uma versão tangível de 10 anos a partir de agora. 2016 em Los Angeles e 2016 no Japão são tão diferentes; quando eu estava lá, era como, “Eu não sei nem mesmo em que século estou!”. É um mundo tão diferente e um mundo melhor em alguns sentidos.
Hoult: A arquitetura e a aparência [desses locais] é muito mais uma parte deste mundo. Você percebe o quão limpo e preciso que eles eram, mas também o quão vazio de qualquer toque humano ou personalidade.

Fonte

Nicholas participou de um dia de entrevistas para a imprensa para falar sobre o novo filme de Drake Doremus, Equals, ao lado de sua co-star Kristen Stewart e do próprio diretor. Confira os vídeos:

Rotten Tomatoes

E! News

ET Canada

Continuando a divulgação de Equals, Nicholas esteve no programa The Late Show with Stephen Colbert e falou sobre o violão que ganhou da Kristen Stewart ao final das filmagens, Pokémon GO e explicou a história do filme. Confira:

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Candids > 2016 > (12/07) Chegando no estúdio do The Late Show with Stephen Colbert

Vídeo Via ImTulip





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